Parauapebas lidera, de longe, a produção municipal de minério de ferro no país. Das 25,07 milhões de toneladas (Mt) da commodity produzidas e exportadas pela multinacional Vale no Pará ao longo do primeiro bimestre deste ano, 17,28 Mt saíram da Serra Norte, porção do complexo minerador de Carajás localizada dentro dos domínios de Parauapebas. Esse volume, contudo, é menor que o produzido no mesmo período do ano passado, quando foram lavrados e exportados 20,1 Mt.

Em razão disso, as exportações de minério de Parauapebas apresentaram baixa no valor final, de 1,09 bilhão de dólares em 2017 para 824 milhões de dólares este ano. As fortes chuvas que caíram ao longo de fevereiro podem ter freado a produção industrial. O impacto prático, a ser verificado nos próximos meses, é a diminuição da cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem).

Por outro lado, da Serra Sul do complexo, onde está hospedado o projeto S11D, dentro dos limites de Canaã dos Carajás, saíram 7,2 Mt, um magistral crescimento de 778,03% em relação a 2017, o que demonstra o sucesso alcançado pela mineradora Vale com o ramp-up de S11D. Este projeto, em qualquer futura expansão, se houver, deverá ultrapassar a produção parauapebense, em relação à qual, aliás, tem custo-benefício menor — e melhor. Só em minério de ferro, Canaã já exportou este ano 345 milhões de dólares ante apenas 39 milhões ano passado. A produção vai crescer ainda mais ao longo de 2018.

Ainda no complexo minerador de Carajás, a Serra Leste, dentro do município de Curionópolis, contribuiu no primeiro bimestre deste ano com 587 mil toneladas de minério de ferro, adicionando quase 28 milhões de dólares à balança comercial paraense. Por outro lado, as exportações do ferro de Curionópolis caíram 34% em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: Assopem